LIVRO DE PIRACICABANO ESTÁ ENTRE OS MAIS VENDIDOS NA AMAZON

Lançado em abril deste ano, O livro essencial de Umbanda: edição revista e ampliada (Universo dos Livros), do piracicabano Ademir Barbosa Júnior (Pai Dermes de Xangô), é o quarto mais vendido na Amazon na categoria Enciclopédias, precedido de Meditações (Marco Aurélio), O homem e seus símbolos (Jung) e O Príncipe (Maquiavel). “É uma alegria, compartilhada também em vários encontros e momentos de autógrafos”, explica o autor, que no primeiro semestre lançou outros dois livros.

Publicado originalmente em 2014, O livro essencial de Umbanda tem ocupado ao longo dos anos a primeira posição na Amazon em diversas categorias como o mais vendido. “A edição revista e ampliada tem seguido o mesmo caminho. À época, o livro foi encomendado pelo editor com a proposta de tratar o tema com profundidade e numa linguagem acessível. Recebo muitos recados de pessoas que visitaram um terreiro de Umbanda pela primeira vez após a leitura do livro, vencendo medos e preconceitos”, esclarece Dermes, que, dentre outros, já presidiu o Fórum Europeu de Umbanda em Leiria, Portugal (2014).

Sua produção prolífica abarca desde 1988 a publicação de 57 livros sobre a espiritualidade das religiões de terreiro; 18 sobre terapias holísticas, oraculares e ficção; vários prefácios, capítulos de livros e participação em antologias, bem como títulos contratados e entregues, mas não publicados e outros publicados, porém recolhidos a seu pedido. O autor assina, ainda, dezenas de revistas temáticas constantemente reimpressas e negocia contratos para cerca de 30 livros inéditos. O autor explica que a nova edição de O livro essencial de Umbanda reescreve e aprofunda análises, retira anexos e acrescenta outros, mais pertinentes e atualizados.

Membro da União Brasileira de Escritores (UBE), Dermes é Doutor em Comunicação pela UNIP e Mestre em Literatura Brasileira pela USP, onde se graduou em Letras. Pós-graduado em Ciências da Religião pelo Instituto Prominas, é professor e Doutor honoris Causa pelo Movimento Cultural Negro Ginga – IEG, de Limeira – SP e pela FEBACLA – RJ. Eleito para a cadeira 62 da Academia Independente de Letras, da qual se tornou patrono (divisa “Axé”). Recebeu diversos prêmios e comendas por sua intensa atividade cultural. Atualmente realiza estágio pós-doutoral em Comunicação na UNIP e em Ciências da Religião na PUC – Campinas.

UBE Cast entrevista ADENILDO LIMA | Ep. #62 | Temp. #02

Adenildo Lima, em dezembro de 2024, lançou o seu oitavo livro, o romance Grandes Favelas, prefaciado por Maria Vilani. Escritor com uma carreira consolidada, e que domina todos os gêneros literários, tendo, inclusive, concorrido a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ABL, em 2017. Assim como já foi finalista em diversos prêmios literários como o Prêmio Off Flip de Literatura 2024, no gênero poesia; e o concurso Contos da Quarentena, organizado pelo Brasil 247, e um dos vencedores do concurso Poetizar o Mundo com Livros, com o livro A parteira, em 2014, prefaciado pela saudosa Isabel de Andrade Moliterno. Adenildo nasceu em Colônia Leopoldina, Alagoas, e reside na cidade de São Paulo desde 1998. Na área acadêmica, tem formação em Letras, duas Especializações e um Mestrado, com longa experiência como professor no ensino básico e superior. Atualmente, além de se dedicar à literatura, leciona no Senac.

Assista agora ao episódio completo:

JORGE SÁ EARP LANÇA O LIVRO “ESSA CENA ASSASSINA”, NO DIA 27 DE AGOSTO, ÀS 19H

Publicado pela editora 7LETRAS, evento acontece na Livraria Argumento, na unidade do Leblon, no Rio de Janeiro / RJ.

 

 

João Marcos é fascinado por sua tia, Eleonora de Castro, estrela célebre dos palcos e da televisão, morta anos antes em circunstâncias nebulosas num hotel parisiense. A fim de recolher informações para uma biografia da artista, viaja a Lisboa e mergulha numa atmosfera em que realidade e representação parecem se contaminar mutuamente.

Ao visitar o túmulo de Fernando Pessoa no Mosteiro dos Jerônimos, encontra um homem que, inexplicavelmente, conheceu Eleonora. Ele indica caminhos que se bifurcam e João Marcos inicia uma peregrinação por cafés lisboetas e hotéis antigos deparando-se com atores vaidosos, poetas ambíguos e amores errantes numa atmosfera elegante e melancólica em que a busca pela verdade converge para uma reflexão delicada e inquietante sobre aquilo que nunca se deixa esclarecer inteiramente: o amor, a memória e a própria identidade.

“Essa cena assassina” é um romance profundamente teatral – não apenas pelo universo que retrata, mas pela maneira como os personagens falam, silenciam, dramatizam a própria existência –, mas sem jamais perder o sotaque afetivo brasileiro nem a sensualidade luminosa de Lisboa e Paris. Há ecos dos clássicos Tennessee Williams, Colette, Garcia Lorca e Marcel Proust. É também um livro sobre o envelhecimento, sobre o medo do esquecimento e sobre as ficções amorosas que sustentamos para continuar vivendo.

Jorge Sá Earp nasceu no Rio de Janeiro, em 1955. Cursou Letras na PUC-Rio. Como diplomata, serviu na Polônia, Holanda, Gabão, Bélgica, Itália, Romênia, Equador e Costa Rica. Contista e romancista, é autor de “Ponto de fuga” (romance, 1995, vencedor do prêmio Nestlé de Literatura), “As amarras” (2020), “O fio da seda” (2023) e “O veranista” (2024), entre outros.

 

O evento de lançamento do livro “Essa cena assassina” (7Letras), de Jorge Sá Earp terá leitura dramatizada por Gláucia Rodrigues, além de sessão de autógrafos, na quinta-feira, dia 27 de agosto, a partir das 19h, na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon – Rio de Janeiro / RJ).

“A revolução da dignidade”, por Youssef Bouguerra

Os policiais agarraram-no com força e o atiraram na caminhonete. Na delegacia, só foi solto depois de assinar uma declaração de que não voltaria a vender mercadorias no camelódromo. Não tinha a autorização necessária. Dias antes, no frio intenso daquele inverno, diante do filho faminto e da mulher impotente, decidira arriscar-se no comércio.

Voltou para casa caminhando lentamente. O filho pequeno o casamento a graduação em ciências políticas a busca por trabalho o desemprego sua mãe seu pai o presidente quando era criança a dor na canela ainda bem que não quebrou o que deus está fazendo…

Se tivessem televisão, teriam assistido ao discurso cotidiano do presidente Bento. Naquele dia, vangloriava-se de uma visita feita a uma escola no interior.

— Nosso compromisso é com a educação. As gerações vindouras nos agradecerão por nossas ações generosas. Nossos filhos e nossos netos terão vidas prósperas.

Antes de deitar-se, saiu para o quintal para assegurar-se de que ainda havia álcool para o fogareiro.

 

* * *

 

No camelódromo, muito movimentado pela manhã, a cena da véspera repetiu-se. Ele não deveria estar lá, mas queria recuperar parte da mercadoria que tinha exposto no chão, sobre um farrapo que deus sabe onde havia encontrado. Não achou os brinquedos velhos. Ao longe, os berros de um vendedor autorizado:

— Olha a bolsa, olha o cachecol! É pra espantar o frio, freguesa! Tem luva de lã, touca com pompom e meia-calça térmica! Três por dez, vem escolher que tá acabando!

Dirigiu-se então ao Palácio do Comércio. Vez ou outra, dava um pequeno tapa no bolso. Chegando ao destino, tirou o frasco que carregava consigo e fez o que tinha de fazer. Alguns passantes, chocados, registraram o momento.

 

* * *

 

No hospital, Marta estava sentada com o filho no colo, prostrada no meio do vaivém de médicos, enfermeiros e pacientes, quando recebeu a ligação do primo. Quando o médico chamou, desligou. As notícias não eram boas.

Passou os dez dias seguintes hospedada na casa do primo, indo diariamente ao hospital na esperança de uma melhora. Ele parecia atarefado durante o dia, fazendo telefonemas seguidos. À noite, Marta buscava afastar a dor diante da televisão.

— Ah, não! Bento, não!

— Vou botar no outro canal.

Os registros do momento fatídico tinham chegado à emissora estrangeira.

— Desliga. Não posso ver isso…

No décimo dia, veio a notícia.

 

* * *

 

Marta nunca tinha visto toda a família reunida assim. Tios, tias, cunhados e outros parentes de todas as idades e condições, próximos e distantes, aglomeraram-se na rua do primo e saíram rumo ao centro da cidade. “Fora Bento”, dizia um cartaz. Outro ecoava: “Nunca mais!” Os vizinhos juntaram-se à procissão. À medida que avançava, o grupo se tornava cada vez maior. Pararam diante do Palácio do Comércio quando a polícia chegou.

As imagens do protesto foram transmitidas pela emissora estrangeira, enquanto o presidente continuava a discursar no canal oficial.

 

* * *

 

Os protestos diários espalharam-se por todo o país. Soldados armados até os dentes foram intimados a fazer o trabalho no lugar dos policiais. Estavam nas cidades e no campo. Em meio à violência, milhares foram presos. Por trás do olhar frio dos militares, percebia-se um fio de compaixão.

Enquanto a emissora estrangeira cobria os acontecimentos, o discurso de Bento no canal oficial começava a mudar.

— Nosso governo tem compromisso com vocês. Entendemos suas preocupações. Fiquem tranquilos: vão colher os frutos de nosso trabalho. A economia já está dando sinais de melhora.

— Onde vai parar isso?

 

* * *

 

Houve mudanças profundas no país nos anos que se seguiram à fuga de Bento para o exterior. O filho de Marta crescera resolvido a honrar a memória do pai — ela mesma cuidara disso, contando-lhe, noite após noite, o que restava dele: um frasco, um gesto, um país.

Marta continuava hospedada na casa do primo. De dia, trabalhava no camelódromo, onde ainda se ouviam os pregões dos vendedores autorizados. À noite, espantava-se ao escutar, na televisão, críticas abertas ao governo provisório, e perguntava-se se veria, um dia, outra revolução: aquela que mudaria também o preço do pão.

 


Youssef Bouguerra nasceu na Tunísia, vive no Brasil e já morou em diferentes países e cidades ao longo da vida. Sua escrita transita entre autobiografia, errância e ficção existencial, explorando temas como identidade fragmentada, pertencimento e deslocamento cultural.


 

75° ciclo de estudos Técnicas de Oratória com Dr. João Meireles Câmara

O Ciclo de Estudos contará com a presença de Sueli Carlos, sócia da UBE.


Início 1° de agosto de 2026, das 10h às 12h30
Datas: 1°, 8, 15, 22 e 29 de agosto, 12, 19 e 26 de setembro de 2026 (sábados)

 

Programação:
– falar pensando e pensar falando;
– ⁠História da Oratória
– ⁠Postura
– ⁠Voz
– ⁠Gestos
– ⁠Vencer o medo de falar ao público

Local:
Auditório da Escola de Formação Profissional Orlando Laviero Ferraiuolo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -SENAI
Endereço: Rua Padre Antônio de Sá 333 – Metrô Tatuapé
100% Presencial

Orientadores: Dr. João M Meireles Câmara, Sueli Carlos e Humberto Emiliano

Colaboradores: Selma Ramos de Oliveira Carvalho, Gouveia de Hélias e Lígia Peixoto Figueira.

Inscrições:
WhatsApp: 11 93727-0109
E-mail: comissaomutiraocultural@gmail.com

Emissão de Certificado ao final do curso
Investimento: Gratuito

“edifícios guardados”, por Adenildo Lima

 

a música toca suave nos labirintos
transmitindo uma paz e uma harmonia
capaz de transformar o mundo
esperançoso
o menino olha o tempo e brinca
mas parece que tem medo de alguma coisa
a música acompanha cada momento

 

uma lágrima cai no chão de concreto
o cachorro lambe a face do seu dono
dele sai um amor tão sincero

 

o menino sente inveja do cão
e observa o tempo

 

os faróis se abrem se fecham
a cidade parece um mar com ondas fortes

 

o menino observa cada cena

 

a cidade parece um dragão cuspindo fogo
algumas pessoas se assustam
outras parecem que já se acostumaram

 

a música
sente-se invadida pelas buzinas dos carros

 

a metrópole está pequena
os prédios estão alto demais
o campo transformou-se numa floresta de concreto
e as pessoas procuram a paz deixada em algum lugar

 

a cidade parece o mar com ondas fortes
música já não há mais
harmonia também não
parece que só o amor do cão caminha nas calçadas
contrastando com o dragão cuspindo fogo

 


Adenildo Lima é natural de Colônia Leopoldina (AL) e vive em São Paulo desde 1998. Com uma escrita que trata dos dilemas sociais, considera que seus livros, tanto em verso como em prosa, descrevem uma época pós-moderna. Em 2025, foi indicado ao Prêmio Intelectual do Ano, organizado pela UBE, da qual é sócio filiado e, em 2017, se candidatou a uma cadeira na ABL. Agora em 2026, está
trabalhando uma nova edição do seu romance, Maria, pela Akuanduba Editorial, e tem lançamento previsto para este ano de um livro de poemas, pela Laranja Original. E na caminhada literária, já ganhou e foi finalista e semifinalista em diversos prêmios. Atualmente, além de se dedicar à literatura, leciona no Senac.

E-mail: adenildolima@gmail.com
Instagram: www.instagram.com/adenildolima.oficial/


 

Escritora Heloísa Prazeres lança novo livro de poemas na ALB.

A Academia de Letras da Bahia (ALB) realiza, no dia 26 de maio (terça-feira), às 17h, o lançamento de ‘Jardim sobre mesa de vidro’ (Editora P55), da Acadêmica Heloísa Prazeres.

O evento faz parte do projeto Livros na Mesa e é aberto ao público.

Autora de mais de uma dezena de títulos de poesia, Heloísa Prazeres integra a literatura baiana contemporânea como poeta e ensaísta. De acordo com o escritor Aleilton Fonseca, presidente da ALB, neste novo livro, “a poeta passeia com desenvoltura pela técnica do verso branco, o metro livre, convocando o ritmo de modo a balancear as estruturas entre as lições da tradição e as conquistas da contemporaneidade.”

Para a também Acadêmica Edilene Dias Matos, em ‘Jardim sobre mesa de vidro’, o corpo poético é solicitado para construir a estética das cenas. “…a reação do corpo vem de onde sai a palavra marcada por uma arquitetura erotizada e significante. O fogo de artifícios de cada sílaba faz, nesse conjunto de poemas, o texto tomar corpo e ecoar na memória sensível do leitor”, ressalta a confreira.

Já o premiado poeta, ensaísta, tradutor e professor gaúcho Pedro Gonzaga define a obra como “um trabalho íntimo, quase um brocado, de intensa sensibilidade sonora e imagética, uma prova do vigor criativo de uma poeta madura, que domina à maestria seu ofício, mas que nunca deixa de contemplar a juventude do mistério da verdadeira criação”.

A ALB conta com apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, e da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

74° ciclo de estudos Técnicas de Oratória.

Sueli Carlos, sócia da UBE, ministrará aulas de oratória ao lado de outros especialistas no assunto. Segue abaixo mais informações sobre o 74° ciclo de estudos Técnicas de Oratória:

 

Início: 9 de maio de 2026, sábado, das 10h às 12h30

O curso será ministrado nas seguintes datas: 9, 16, 23 e 30 de maio; 13, 20 e 27 de junho; e, 4 de julho de 2026.

 

Programação:

• Vencer o medo de falar ao público;

• Falar pensando e pensar falando;

• História da Oratória;

• Postura;

• Voz;

• Gestos.

 

Orientadores: Dr. João Meireles Câmara, Sueli Carlos, Humberto Emiliano

Colaboradores: Selma Ramos de Oliveira Carvalho, Gouveia de Hélias, Lígia Peixoto Figueira

Modalidade: Presencial

Local: Auditório – Escola de Formação Profissional Orlando Laviero Ferraiuolo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI.

Endereço: Rua Padre Antônio de Sá 333 – Próximo à estação Tatuapé do Metrô.

Emissão de Certificado ao final do curso | Custo: Gratuito

 

Inscrições: Através do WhatsApp (11) 93727-0109 ou por e-mail: comissaomutiraocultural@gmail.com

Nota de falecimento – Marina Marino, escritora, professora, editora, ativista e livreira.

 

A União Brasileira de Escritores (UBE) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da escritora Marina Marino, diretora da entidade, ocorrido nesta segunda-feira, dia 27 de abril de 2026, em São Paulo, aos 68 anos.

Marina era pedagoga de formação, onde teve uma sólida carreira como professora. No mundo dos livros, a escritora publicou livros de diversos gêneros, entre adultos e infantis, entre eles, “O mágico que veio de longe” e “Tudo foi vivido – O feminino sobre a terra”.

Em agosto de 2022, criou a “Voo Livre – Revista Literária”, nela ocupava o cargo de editora-chefe. Filiou-se na UBE em 2023, onde atuava na diretoria da entidade. E, em junho de 2024, fundou o “Coletivo Mulherio das Letras São Paulo”, onde seguia em atividade.

O velório será na Funeral Velar Morumbi (Av. Giovanni Gronchi, 1358 – São Paulo, SP), hoje, dia 27 de abril, das 18h às 22h.

Aos familiares, amigos e leitores, os nossos mais sinceros sentimentos.

União Brasileira de Escritores.