Márcia Villaça da Rosa é jornalista e formada em Letras pela USP. Escritora dedicada à poesia, publicou os livros Sacre Coeur (2017), Whitehaven (2019), Montepio: destinos literários (2023) e o mais recente O insólito: territórios da literatura (2025).
Nascida em 1987, em Sorocaba, Ana Estaregui é graduada em Artes Visuais pela FAAP e mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP, é autora dos livros Chá de jasmim (Editora Patuá, 2014) e Coração de boi (Editora 7Letras, 2016), ambos contemplados no edital do ProAC.
Michel Riaudel, titular da “agrégation” de Letras, fez doutorado em literatura comparada, exerceu como docente na Universidade Poitiers, foi professor responsável do departamento de estudos lusófonos de Sorbonne Université, diretor da UFR de Estudos ibéricos e latino-americanos na mesma universidade, e é membro do CRIMIC. Sua pesquisa volta-se para a literatura brasileira e as circulações literárias Brasil-França, questões de intertextualidade, recepção e tradução. Suas análises da poesia marginal carioca, do modernismo brasileiro, de Júlio Verne, das metamorfoses da personagem de Caramuru, ou, mais recentemente, em torno das narrativas e das iconografias sobre vegetais e paisagens, associam uma reflexão sobre o lugar singular da literatura nos regimes de conhecimento às questões de circulações e transferência. É também tradutor de Ana Cristina Cesar, Modesto Carone, José Almino, Milton Hatoum, Fernanda Torres, João Guimarães Rosa, entre outros.
Nasceu na cidade de Santos, São Paulo. É descendente de indígenas guarani mbya, por parte de pai, e de italianos, por parte de mãe. Jornalista e professora, é formada em Jornalismo e Letras, com mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Também possui pós-graduação em Teatro Brasileiro, Justiça Restaurativa e Cultura de Paz, Psicopedagogia e Livros para a Infância.
Poeta e autora de diversos livros infantis e juvenis, foi editora e coorganizadora do Álbum Guerreiras da Ancestralidade, obra vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura. Foi finalista do Prêmio Barco a Vapor 2023 e do Prêmio Nelly Novaes Coelho da UBE/USP.
Seu nome indígena é Ara Poti, que significa “flor da manhã”. A partir de visitas à aldeia da família, na Reserva Indígena Rio Silveira, no litoral de São Paulo, passou a reaprender as histórias, os costumes e a cultura guarani, os quais hoje compartilha em sua literatura. Defende a mãe terra e acredita na força da palavra como caminho para a harmonia.
Michel Laub nasceu em Porto Alegre, em 1973. Escritor e jornalista, foi editor-chefe da revista Bravo, coordenador de publicações e internet do Instituto Moreira Salles e colunista da Folha de S.Paulo e do Globo. Hoje é colunista do Valor Econômico e colaborador de diversas editoras e veículos.
Publicou nove romances, todos pela Companhia das Letras: Música Anterior (2001), Longe da água (2004), O segundo tempo (2006), O gato diz adeus (2009), Diário da Queda (2011), A Maçã Envenenada (2013), O Tribunal da Quinta-Feira (2016), Solução de dois Estados (2020) e Passeio com o Gigante (2024), além do ensaio Verão na Névoa (2026).
Seus livros saíram em 12 idiomas. O Segundo Tempo virou um dos episódios da série documental Viagem de Bolso, da Mira Filmes. Diário da Queda foi eleito por um júri de 100 especialistas reunidos pela Folha de S.Paulo um dos 25 melhores livros brasileiros de literatura do século 21.
Cidinha da Silva é escritora e ensaísta. Publicou, entre outros, de Um Exu em Nova York (Pallas), premiado pela Biblioteca Nacional, em 2019, O mar de Manu (Autêntica) premiado pela APCA, em 2022; Vamos falar de relações raciais? Crônicas para debater o antirracismo (Autêntica) semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico e finalista do Prêmio Jabuti, ambos em 2025, e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 Lições do Método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos). Integrou o júri de diversos prêmios literários, tais como: Jabuti (crônicas), Prêmio São Paulo, Prêmio Cidade de Belo Horizonte (dramaturgia), Prêmio Sesc (contos e romance), Prêmio Kindle, Prêmio Barco a vapor, entre outros. Vários de seus livros integram políticas públicas de formação de acervo, como o PNLD. Tem textos traduzidos para o alemão, catalão, espanhol, francês, inglês e italiano. É cronista do jornal Rascunho.
Jr. Bellé é mestre em estudos culturais e doutorando em estudos literários. Foi escritor residente da Yaddo (NY) contemplado com a bolsa Abigail Angell Canfield and Cass Canfield Jr. Residency for Writers; e do Art Farm (NE), onde escreveu seu primeiro livro, “Trato de Levante” (Patuá). A obra teve seus direitos vendidos para o cinema, e foi exibida em festivais de poesia e cinema, como Queensland Poetry Festival, na Austrália, e Mammoth Lakes Film Festival, nos Estados Unidos. Publicou ainda a coleção de poemas “amorte chama semhora” (Patuá) e venceu o Prêmio Flipoços de poesia. Com seu primeiro romance, “Mesmo sem saber pra onde” (Folheando), venceu o Prêmio Variações de Literatura e recebeu menção honrosa no Prêmio Casa de las Américas, em Havana, Cuba. Com o livro mas recente, “Retorno ao ventre”, venceu os prêmios Cidade de Belo Horizonte e Cruz e Sousa, e foi semifinalista do Jabuti.
Humberto Werneck (1945) é mineiro de Belo Horizonte e vive em São Paulo desde 1970. Trabalhou em publicações como Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Veja, IstoÉ e Playboy. Foi por dez anos cronista semanal em O Estado de S. Paulo, e, de 2018 a 2021, editor do Portal da Crônica Brasileira, do Instituto Moreira Salles. É editor sênior da revista de livros Quatro Cinco Um.
É autor, entre outros livros, de O desatino da rapaziada, O Santo Sujo – A vida de Jayme Ovalle, Pequenos fantasmas (contos), O Espalhador de Passarinhos, Esse Inferno vai acabar e Sonhos rebobinados, os três últimos de crônicas.
Prepara uma biografia de Carlos Drummond de Andrade.
Fábio Alves é natural do Estado do Piauí, da cidade de Palmeirais, às margens do rio Parnaíba. É formado em jornalismo e graduando em Letras-Português. Autor de 15 livros, com destaque para os romances: Silvestre o Aventureiro do Cerrado (vols I e II), O Morro do Bode, As Almas da Taboca Redonda, Casa de Goteira, Mimbó: uma odisseia para a liberdade, e Memórias de um menino chamado Ramalho.
É membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira (AILB), do Núcleo Acadêmico Italiano de Scienze, Lettere e Arti (NAISLA) e da Academia Brasileira de História e Literatura (ABHL) ocupando a cadeira nº 27, tendo como patrono Humberto de Campos. Atualmente, desenvolve projetos literários em escolas públicas do Ensino Fundamental II, organizando antologias em parceria com professores e estudantes.
Pedro Meira Monteiro é professor de literatura brasileira na Princeton University. É autor, entre outros, de Nós somos muitas (Relicário, 2022, com Arto Lindsay, Flora Thomson-DeVeaux e Rogério Barbosa) e Modernismos em transe (Instituto Guimarães Rosa, 2023). Foi cocurador da Flip entre 2021 e 2022.