Afonso Borges destaca o livro “Princípio Constitucional da Solidariedade”, obra da ministra do STF. Cármen Lúcia, publicada pela Editora Fórum.

O Mondolivro de hoje fala de uma leitura que me tocou de um jeito raro e especial.

Um livro que não deveria estar apenas nas estantes do Direito, mas na cabeceira de quem acredita na força da palavra e do humano.

Falo de Princípio Constitucional da Solidariedade, da minstra do STF, Cármen Lúcia, publicado pela Editora Fórum.

Cármen Lúcia escreve como quem fala baixo, mas firme. Não impõe conceitos – constrói sentidos. Sua escrita tem algo de confissão e algo de compromisso. A gente sente que cada frase nasce de uma responsabilidade profunda com o outro.

A solidariedade, aqui, não é tese. É uma visão de mundo. É a ideia de que ninguém se sustenta sozinho — nem o Direito, nem a democracia, nem a vida.

Ao ler, tive a sensação de estar diante de alguém que acredita, de verdade, que as palavras ainda podem organizar o mundo. Que escrever bem é um ato ético. E que pensar o coletivo é uma forma de afeto.

Esse livro me lembrou que há autores que não escrevem para vencer debates, mas para não perder pessoas. Para mim, o “Princípio Constitucional da Solidariedade” é, além de literatura da mais alta qualidade, uma forma de diálogo.

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UBE Cast entrevista AFONSO BORGES | Ep. #45 | Temp. #02

Afonso Borges (1962, Belo Horizonte) é jornalista, escritor e gestor cultural. Criou a Associação Cultural Sempre um Papo que gere o projeto “Sempre um Papo” (1986) e os festivais literários “Fliaraxá” (2012), “Flitabira” (2021), “Fliparacatu” (2023) e “Flipetrópolis” (2024). Tem 6 livros publicados, entre eles, o livro de contos “Tardes Brancas” (Autêntica) e o infantil “O Menino, o Assovio e a Encruzilhada” (Ed. Nós), publicados em Portugal e Itália. Há 26 anos fala, diariamente, o programa de rádio “Mondolivro”, agora na Alvorada FM.

 

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