Afonso Borges destaca o livro “Princípio Constitucional da Solidariedade”, obra da ministra do STF. Cármen Lúcia, publicada pela Editora Fórum.

O Mondolivro de hoje fala de uma leitura que me tocou de um jeito raro e especial.

Um livro que não deveria estar apenas nas estantes do Direito, mas na cabeceira de quem acredita na força da palavra e do humano.

Falo de Princípio Constitucional da Solidariedade, da minstra do STF, Cármen Lúcia, publicado pela Editora Fórum.

Cármen Lúcia escreve como quem fala baixo, mas firme. Não impõe conceitos – constrói sentidos. Sua escrita tem algo de confissão e algo de compromisso. A gente sente que cada frase nasce de uma responsabilidade profunda com o outro.

A solidariedade, aqui, não é tese. É uma visão de mundo. É a ideia de que ninguém se sustenta sozinho — nem o Direito, nem a democracia, nem a vida.

Ao ler, tive a sensação de estar diante de alguém que acredita, de verdade, que as palavras ainda podem organizar o mundo. Que escrever bem é um ato ético. E que pensar o coletivo é uma forma de afeto.

Esse livro me lembrou que há autores que não escrevem para vencer debates, mas para não perder pessoas. Para mim, o “Princípio Constitucional da Solidariedade” é, além de literatura da mais alta qualidade, uma forma de diálogo.

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Lançamento: Jorge Sá Earp lança seu novo livro, “A volta do arlequim”, editado pela editora 7Letras

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As epígrafes do novo romance de Jorge Sá Earp, “A volta do arlequim”, são uma prévia do que vem pela frente: paixão forte. Curiosamente, duas delas – do filósofo pré-socrático Demócrito (460 a 370 a.C.) – se contradizem, como costuma acontecer quando a razão dá lugar ao coração.

Norberto retorna ao Rio de Janeiro após morar muitos anos na Europa. Ele é casado com a italiana Valentina e eles tem filhos gêmeos não-idênticos. Antes mesmo de abrir as caixas da mudança, ele vai à praça onde costumava brincar e relembra os amigos de outrora. O que terá acontecido com eles? Esse início, que dá ideia de um romance memorialista, logo muda quando o protagonista conhece Irineu Bustamante, senhor literato que se revela uma nova amizade, e reencontra Cristiano, companheiro de infância, pai de Diogo. O rapaz desperta sentimentos e faz emergir lembranças que nunca deixaram de arder em silêncio.

A partir daí, a motivação do título do romance se torna clara: “A volta do arlequim” mostra as máscaras que cada um veste para sobreviver às pressões da família, da sociedade e do próprio sentir. Como o personagem da comédia italiana, o narrador se desdobra em papéis múltiplos – filho, amigo, amante, marido, estrangeiro –, buscando no vaivém dessas identidades uma forma de recompor sua história.

Sobre o autor:

Jorge Sá Earp nasceu no Rio de Janeiro, em 1955. Cursou Letras na PUC-Rio. Como diplomata, serviu na Polônia, Holanda, Gabão, Bélgica, Itália, Romênia, Equador e Costa Rica. Contista e romancista, é autor de “Ponto de fuga” (romance, 1995, vencedor do prêmio Nestlé de Literatura), (2010), “A praça do mercado” (2018), “As amarras” (2020), “O veranista” (2024), entre outros.

Adquira “A volta do arlequim”, de Jorge Sá Earp em: https://7letras.com.br/livro/a-volta-do-arlequim/

Autor Carlos Augusto realiza lançamento de “A longa cerimônia do adeus” no dia 18 de outubro, em Manaus / AM

Carlos Augusto dos Santos, sócio da União Brasileira de Escritores (UBE), prepara evento de lançamento do seu novo livro “A longa cerimônia do adeus”, para o dia 18 de outubro, a partir das 16h, na Associação Amazonas de Saúde Solidária, localizada na Rua Marco Polo (antiga Rua 08), 113 – Adrianópolis – Manaus – AM.

“A longa cerimônia do adeus” é mais do que um livro de memórias: é um testemunho de vida, amor e resistência. Carlos Augusto, com sua escrita íntima e profundamente humana, abre o coração para falar das perdas, dos medos e da saudade, mas também da beleza de ter vivido intensamente ao lado de quem amou.

Ele revisita suas lembranças como quem luta contra o esquecimento — não apenas para si, mas como um legado para sua família e para tantas outras histórias comuns, de pessoas negras que enfrentaram a vida com coragem e dignidade.

Entre relatos de infância, encontros, despedidas e reflexões sobre a morte, o autor nos convida a caminhar com ele pelas veredas da memória. O resultado é um relato terno, doloroso e, ao mesmo tempo, cheio de esperança: uma prova de que, mesmo quando o tempo se esvai, o amor permanece.

 

Sobre o autor:

Carlos Augusto dos Santos é paulistano de Santo Amaro, capital. Cientista Social e Mestre em Demografi a pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é umbandista com orgulho, vivendo sob a proteção e o axé de seus orixás e ancestrais. Atuou como Diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e como Ouvidor-Geral do Município de São Gabriel da Cachoeira. Atualmente, dedica-se à educação como professor da Rede Estadual de Ensino.

Ao longo de sua trajetória, também se destacou como escritor, sendo autor das obras “Um Mundo em Desalinho” (UFAM, 2006), “Auf Wieden Shen: Fragmentos de Memórias de Uma Criança” (Editora do Autor, 2009), “Nossa Menina Analú” (Ed. Autor, 2022), “Insisto em Remar Contra a Corrente” (Editora Viseu, 2023) e “Escola de Cinema São Luís” (Selo Arte Cartonera, 2024).

 

Serviço:
Evento: Lançamento do livro “A longa cerimônia do adeus”, de Carlos Augusto dos Santos
Data: 18 de outubro, às 16h
Local: Associação Amazonas de Saúde Solidária
Endereço: Rua Marco Polo (antiga Rua 08), 113 – Adrianópolis – Manaus – AM

José Carlos Aragão - Blog

Vencedor da segunda edição do Prêmio Claudio Willer de Poesia fará lançamento de livro em Belo Horizonte

A obra “Veja Meus Poemas”, de José Carlos Aragão, venceu o concurso promovido pela União Brasileira de Escritores e sai agora pela Editora Patuá

 

Com cerca de cinquenta livros publicados em diversos gêneros, além de vencer diversos concursos literários, José Carlos Aragão venceu o 2º Prêmio Claudio Willer de Poesia, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), com o livro inédito “Veja meus poemas” e que sairá pela Editora Patuá e tem evento de lançamento agendado para o próximo dia 23 de agosto, sábado, às 17h, na Casa da Floresta (Rua Silva Ortiz, 78 – Floresta – BH).

Cada vez mais dedicado à poesia visual como sua expressão preferencial, Aragão recorre, nessa obra, a confessas influências da poesia concreta; ao uso de imagens aleatórias extraídas de publicações variadas ou do cotidiano; a inéditos ambigramas; e a outros jogos visuais com palavras – sem dispensar poemas textuais alinhados a uma linguagem mais contemporânea.

Mas os poemas não se destacam apenas por seu aspecto estético, gráfico, visual. Seu conteúdo pode oscilar do humor non sense à mais dura crítica social; dos infortúnios do amor ao ludismo com palavras; do lírico ao tristemente real.

Veja meus poemas é um convite para ver além do que parece visível. A obra venceu a segunda edição do Prêmio Cláudio Willer de Poesia 2024, o concurso é promovido anualmente pela União Brasileira de Escritores – UBE e a próxima edição já está confirmada para 2026.

 

SOBRE O AUTOR:

José Carlos Aragão é bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Jornalista, escritor e dramaturgo, residente em Belo Horizonte, MG. Tem cerca de 50 livros publicados (de poesia e contos, para adultos; e de literatura e teatro, para crianças e jovens), além de participações em várias antologias.

Conquistou vários prêmios literários ao longo de sua carreira, entre eles, cinco prêmios da União Brasileira de Escritores (por obras de literatura infantil e juvenil, 2001/2002). Em 2005, conquistou ainda o Prêmio Estímulo às Artes/Literatura, da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, na categoria Contos. Teve contos e poemas premiados em concursos na Espanha, Portugal e Costa Rica.

Por duas vezes, recebeu o selo de Obra Altamente Recomendável Para Crianças e Jovens, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, por livros publicados de poesia para crianças. Em 2013, foi um dos autores de LIJ selecionados para o catálogo da Feira do Livro de Bolonha.

Foi finalista do Prêmio Jabuti, em 2015, por sua adaptação em prosa da peça Édipo Rei, de Sófocles e, no ano seguinte, seu texto Aventura no Buraco Sem Fundo foi vencedor do Prêmio Nacional Cidade de Manaus, na categoria Dramaturgia Infantil. Seu último reconhecimento foi ser finalista do Prêmio de Poesía Visual Paqui Jiménez Yepes (Códoba, Espanha), em 2025.

 

Sobre o Prêmio Cláudio Willer de Poesia

O Prêmio Cláudio Willer de Poesia é uma iniciativa literária promovida pela União Brasileira de Escritores (UBE), criada em 2023 para homenagear o poeta, ensaísta, tradutor e ex-presidente da entidade, Cláudio Willer (1940–2023). A premiação busca valorizar e fomentar a produção poética contemporânea no Brasil, sendo obras inéditas em língua portuguesa, com extensão entre 60 e 120 páginas e tema livre.

A UBE conduz todo o processo com independência editorial: a comissão julgadora, composta por especialistas em literatura, seleciona dez finalistas e elege um vencedor, cujo livro é publicado por uma editora parceira, sem custos para o autor. O primeiro colocado recebe um troféu em cerimônia solene, enquanto todos os finalistas ganham certificados.

CAPA - 40 anos de pois da reforma

Ana Luiza Almeida Ferro, sócia da União Brasileira de Escritores (UBE), tem artigo publicado em livro sobre os 40 anos da Reforma Penal de 1984.

Editado pela Tirant to blach, o livro “40 anos depois da reforma penal de 1984: Direito Penal Fundamental e execução penal” conta com o artigo “Notas sobre a participação feminina no crime organizado”, da autora Ana Luiza Ferro, sócia da UBE.

Há pouco mais de 40 anos, nosso ordenamento legal experimentava uma das mais relevantes reformas legislativas do século XX. Consagrada, outrossim sob a denominação de A Grande Reforma, essa importante transformação no Direito Penal brasileiro contemplou o advento da Lei 7.209 e a Lei 7.210, ambas editadas em 1984 e responsáveis, correspondentemente, por instituir uma nova Parte Geral ao Código Penal de 1940 e introduzir no sistema jurídico a Lei de Execução Penal.

O significado dogmático e político-criminal desse jubileu provocou ao Núcleo de Estudos e Pesquisas Históricas e Comparadas em Ciências Penais da Faculdade de Ciências da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), a propositura de um projeto de obra coletiva, comprometido em viabilizar o debate acadêmico sobre as mais candentes e complexas questões relativas ao Direito Penal fundamental e à execução penal no Brasil desde a mencionada reforma até os dias atuais.

Com sua edificação, participaram destacados nomes da ciência penal nacional, juristas e pesquisadores que apontaram as promessas e falácias típicas de qualquer reforma de política criminal, os obstáculos enfrentados em matéria de regulamentação e os desafios que se apresentam 40 anos depois ao legislador do presente e do futuro.

Os trabalhos, majoritariamente inéditos, revelam um cenário de avanços e retrocessos, erros e acertos, porém, promovem reflexões profundas de Política Criminal e traçam perspectivas jurídico-penais consentâneas às exigências de atualização próprias de uma legislação que atravessou a virada de século XX para o XXI. Estruturamos o livro em torno de dois eixos temáticos centrais. O primeiro deles concernente aos trabalhos de Direito Penal fundamental reunidos sob o título “O marco dos 40 anos da reforma da Parte Geral do Código Penal Brasileiro”.
Já o segundo eixo, intitulado “40 anos depois da Lei de Execução Penal” contempla os ensaios sobre execução penal e temas afins. Tem-se, portanto, um espectro abrangente e qualificado de produção nacional sobre os institutos correlatos aos eixos temáticos estruturantes da obra, com pesquisas realizadas por estudiosos de diversos Estados da federação, além da importantíssima contribuição dos ilustres professores Alamiro Velludo Salvador Netto e João Mestieri ao prefaciar o livro e apresentá-lo ao público, respectivamente.
Sobre o seu conteúdo, cabe aos leitores descortiná-lo ao compaginar o presente livro que, façamos votos, tornar-se-á referência importante para a continuação do debate sério sobre os temas a ele subjacentes e obrigatória para todos que pretendam sobre eles debruarem-se.

Disponível para venda em: EDITORIAL TIRANT