20251103175343_9130990870_DMZ

João Batista de Andrade lança novo romance durante retrospectiva na Cinemateca Brasileira

Intelectual do Ano e vencedor do Troféu Juca Pato 2014, o cineasta e escritor apresenta “Ecos de Badajoz” em dois encontros especiais dentro da programação da mostra dedicada à sua obra.

 

A Cinemateca Brasileira, que recebe até 30 de novembro a “Retrospectiva João Batista de Andrade”, será também palco do lançamento do novo romance do cineasta, escritor e Intelectual do Ano de 2014, João Batista de Andrade. A mostra revisita quase seis décadas de produção artística do autor — marcada por fortes preocupações sociais, críticas às desigualdades brasileiras e uma narrativa cinematográfica inquieta — reafirmando sua relevância histórica e cultural.

Em meio à exibição de filmes clássicos e raridades restauradas, João Batista apresenta Ecos de Badajoz: uma fábula de nosso tempo, publicado pela Editora Patuá. O lançamento acontece no sábado, 29/11, às 16h, e no domingo, 30/11, às 14h, integrando a programação da retrospectiva. Em sua declaração sobre esse momento, o autor celebra a união de suas duas linguagens: “Em plena Mostra de meus filmes e no mesmo lugar, a Editora Patuá lança meu décimo livro de ficção, Ecos de Badajoz. Juro que ninguém se arrependerá de ler: inventivo, atual, personagens e histórias ao mesmo tempo poéticas, sonhadoras e críticas. Sinto que assim realizo um sonho sexagenário, ser ao mesmo tempo cineasta e escritor.”

 

O romance percorre territórios simbólicos e emocionais, evocando ecos da Guerra Civil Espanhola e das contradições brasileiras, ao mesmo tempo em que constrói personagens que transitam entre a poesia, o épico e o popular. Com forte sensibilidade literária e ritmo que respira cinema, Ecos de Badajoz aborda o conflito entre amor e dominação, o enfrentamento das tragédias humanas e a sobrevivência das delicadezas — elementos que marcam tanto a literatura quanto o cinema de João Batista.

Ao integrar o lançamento do livro à retrospectiva, a Cinemateca Brasileira reforça a amplitude da trajetória do artista, cuja produção transita com maestria entre filmes, ensaios, romances e reflexões sobre o Brasil. Para o público, o evento representa a oportunidade rara de encontrar o cineasta-escritor em um diálogo vivo entre seus filmes e sua ficção. “Assistam meus filmes! Leiam meus livros!”, conclui João Batista.

José Carlos Aragão - Blog

Vencedor da segunda edição do Prêmio Claudio Willer de Poesia fará lançamento de livro em Belo Horizonte

A obra “Veja Meus Poemas”, de José Carlos Aragão, venceu o concurso promovido pela União Brasileira de Escritores e sai agora pela Editora Patuá

 

Com cerca de cinquenta livros publicados em diversos gêneros, além de vencer diversos concursos literários, José Carlos Aragão venceu o 2º Prêmio Claudio Willer de Poesia, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), com o livro inédito “Veja meus poemas” e que sairá pela Editora Patuá e tem evento de lançamento agendado para o próximo dia 23 de agosto, sábado, às 17h, na Casa da Floresta (Rua Silva Ortiz, 78 – Floresta – BH).

Cada vez mais dedicado à poesia visual como sua expressão preferencial, Aragão recorre, nessa obra, a confessas influências da poesia concreta; ao uso de imagens aleatórias extraídas de publicações variadas ou do cotidiano; a inéditos ambigramas; e a outros jogos visuais com palavras – sem dispensar poemas textuais alinhados a uma linguagem mais contemporânea.

Mas os poemas não se destacam apenas por seu aspecto estético, gráfico, visual. Seu conteúdo pode oscilar do humor non sense à mais dura crítica social; dos infortúnios do amor ao ludismo com palavras; do lírico ao tristemente real.

Veja meus poemas é um convite para ver além do que parece visível. A obra venceu a segunda edição do Prêmio Cláudio Willer de Poesia 2024, o concurso é promovido anualmente pela União Brasileira de Escritores – UBE e a próxima edição já está confirmada para 2026.

 

SOBRE O AUTOR:

José Carlos Aragão é bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Jornalista, escritor e dramaturgo, residente em Belo Horizonte, MG. Tem cerca de 50 livros publicados (de poesia e contos, para adultos; e de literatura e teatro, para crianças e jovens), além de participações em várias antologias.

Conquistou vários prêmios literários ao longo de sua carreira, entre eles, cinco prêmios da União Brasileira de Escritores (por obras de literatura infantil e juvenil, 2001/2002). Em 2005, conquistou ainda o Prêmio Estímulo às Artes/Literatura, da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, na categoria Contos. Teve contos e poemas premiados em concursos na Espanha, Portugal e Costa Rica.

Por duas vezes, recebeu o selo de Obra Altamente Recomendável Para Crianças e Jovens, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, por livros publicados de poesia para crianças. Em 2013, foi um dos autores de LIJ selecionados para o catálogo da Feira do Livro de Bolonha.

Foi finalista do Prêmio Jabuti, em 2015, por sua adaptação em prosa da peça Édipo Rei, de Sófocles e, no ano seguinte, seu texto Aventura no Buraco Sem Fundo foi vencedor do Prêmio Nacional Cidade de Manaus, na categoria Dramaturgia Infantil. Seu último reconhecimento foi ser finalista do Prêmio de Poesía Visual Paqui Jiménez Yepes (Códoba, Espanha), em 2025.

 

Sobre o Prêmio Cláudio Willer de Poesia

O Prêmio Cláudio Willer de Poesia é uma iniciativa literária promovida pela União Brasileira de Escritores (UBE), criada em 2023 para homenagear o poeta, ensaísta, tradutor e ex-presidente da entidade, Cláudio Willer (1940–2023). A premiação busca valorizar e fomentar a produção poética contemporânea no Brasil, sendo obras inéditas em língua portuguesa, com extensão entre 60 e 120 páginas e tema livre.

A UBE conduz todo o processo com independência editorial: a comissão julgadora, composta por especialistas em literatura, seleciona dez finalistas e elege um vencedor, cujo livro é publicado por uma editora parceira, sem custos para o autor. O primeiro colocado recebe um troféu em cerimônia solene, enquanto todos os finalistas ganham certificados.