Vanessa Ratton representa o Brasil no Prêmio Alma

Prêmio Astrid Lindgren de 2026, anunciou em outubro os indicados que foram aprovados pelo júri. São 263 candidatos de 74 países.
Os escritores Roger Mello e Vanessa Ratton foram os escolhido para representar o Brasil. O vencedor será anunciado em 14 de abril de 2026. O Prêmio literário sueco reconhece escritores, ilustradores, organizações e outras personalidades que se dedicam à promoção do livro e da leitura para crianças e jovens em todo o mundo. O prêmio global é atribuído anualmente para uma pessoa ou organização.
O Astrid Lindgren Memorial Award foi criado em 2002 pelo governo sueco para promover o direito de toda criança acessar boas histórias.
O Brasil já teve vencedores e indicados em edições anteriores: a escritora Lygia Bojunga Nunes foi a primeira vencedora do prêmio, em 2004. Daniel Munduruku e Roger Mello já foram indicados.
Roger já ilustrou mais de 100 livros – alguns dos quais ele também escreveu. O escritor já ganhou vários prêmios incluindo o Jabuti, o Luis Jardim do IBBY e o prêmio Hans Christian Andersen.
Vanessa Ratton é da etnia guarani e escreve literatura infantil e juvenil. É diretora da UBE. Foi uma das fundadoras do Mulherio das Letras Indígenas, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura em 2023. É autora de mais de 20 livros pelas editoras Florear Livros, Editora Elo, Editora do Brasil, Bambolê entre outras.
Foi finalista do Prêmio Barco a Vapor em 2023 e Nelly Novaes Coelho em 2022. Atua no programa Read On Portugal, realizado pela rede de bibliotecas escolares do governo português, sendo a única escritora brasileira do projeto que orienta a escrita de jovens do Ensino Médio para a publicação de livros, e coordena o projeto Porto de Literatura, levando doação de livros e escritores para conversar com estudantes nas escolas públicas da cidade de Santos, litoral de São Paulo.

Vanessa Ratton hoje na Bienal do Rio de Janeiro

Autoria feminina e retomada indígena na Bienal do Rio

Vanessa Guarani Ratton, poeta e escritora de livros para crianças e adolescentes, diretora da UBE, fala hoje, dia 17/06, às 19h, no estande da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (Pavilhão 2 laranja – E 37 – F38), sobre autoria feminina e retomada indígena para quem está em contexto urbano, na Bienal do Rio.

Mestiça de guarani mbya com italianos, Vanessa fez a retomada indígena do seu povo há quatro anos. Ela é editora e uma das organizadoras do projeto Álbum Guerreiras da Ancestralidade, além de vencedora do Jabuti em 2023, na categoria Fomento à Leitura. Por duas vezes, foi convidada para dar palestras em Portugal, em 2024 para crianças em bibliotecas e, neste ano, para alunos do Ensino Médio.

Em 2025, Vanessa publicou Sementes, pela Editora do Brasil, e Pena Vermelha, pela Joaninha, versão indígena da Chapeuzinho Vermelho, escrita em parceria com Lúcia Tucuju e Kuri.

A obra de Vanessa se baseia no conceito da ecoafetividade, isto é, na reconexão das crianças com a mãe natureza. Esse conceito aposta na cura do planeta e do ser humano, que acaba por redescobrir a própria essência e ancestralidade. A maioria de nós tem sangue indígena, que só foi silenciado em nome da “civilidade” do capital.

 

 

Serviço: Vanessa Ratton na Bienal do livro do RJ

Quando? Hoje, 17/6, às 19h

Onde? Estande da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Pavilhão 2 laranja – E 37 – F38